| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Procellariiformes |
| Família: | Procellariidae |
| Leach, 1820 | |
| Espécie: | M. halli |
O petrel-gigante-do-norte é uma ave procellariiforme da família Procellariidae, considerada espécie “gêmea” do petrel-gigante (Macronectes giganteus)
Mede de 81 a 94 cm., pesa de 3,8 a 5,0 kg., tem envergadura de 180 a 220 cm. Os machos são significantemente maiores que as fêmeas. Apresenta notável polimorfismo (diferentes formas) na coloração da plumagem, passando por complexas mudanças conforme envelhece, podendo ir do marrom e fuligem ao branco. Bico excepcionalmente grosso e alto na base, com túbulos nasais muito compridos, estendendo-se sobre todo culminicórnio, com coloração amarela e a ponta avermelhada.
Considerada espécie gêmea de Macronectes giganteus, com poucas diferenças morfológicas.
Alimenta-se principalmente de outros vertebrados ( como pinguins e petréis menores ) e carcaças de mamíferos e aves marinhas. É uma das únicas espécie da Ordem dos Procellariiformes a ocupar preferencialmente o nicho de predador e necrófago de mamíferos e aves, e um dos poucos a mostrar agilidade em terra. Alimenta-se também de lulas, peixes e crustáceos ( krill ), pescando-os na superfície das ondas. Acompanha barcos de pesca.
Vive nas águas frias do hemisfério sul, mas em latitudes menores que Macronectes giganteus. Quando apanhadas ou ameaçadas costuma vomitar o conteúdo estomacal fedorento, podendo o jato alcançar até 2 metros de distância.
Encontrado em toda região circumpolar antártica. Durante o inverno austral, alcança a costa brasileira até o Trópico de Capricórnio. Apenas recentemente foi registrado no Brasil, através de um exemplar imaturo encontrado morto na praia de Ilha Comprida, litoral sul de São Paulo, em setembro de 1994.
Status de conservação: NT ( IUCN ); listada no Apêndice II da Convenção de Espécies Migratórias (CMS).